Entrevista com o candidato a prefeito Antonio Meira (PT) para a ASPH (Associação dos Servidores Públicos de Hortolândia). Ele está na coligação ‘Hortolândia, o sonho continua’. Total de bens declarado: R$812.856,32

 

O senhor acredita que as políticas públicas atuais para os servidores de Hortolândia são suficientes?

Em 2013, quando assumi como prefeito, os servidores cobravam como grande reivindicação, a reposição salarial referente aos anos de 1998 a 2004. A prefeitura havia sido acionada judicialmente pelo sindicato, mas o processo acabou sendo extinto pela Justiça. Aspesar disso, eu tinha ciência do direito do servidor e precisávamos encontrar a solução para corrigir esta injustiça do passado. Uma auditoria interna apontava que dos 41% de defasagem salarial referente aquele período, ainda era preciso reincorporar aos salários o índice de 25%. Durante a campanha de 2012, eu me comprometi a resolver a questão com responsabilidade - foi o que fizemos. Depois das análises de impacto orçamentário, das reuniões com o sindicato, acordamos que a reposição era possível. Parcelamos o índice e aprovamos uma lei municipal com a definição do pagamento em seis parcelas. A cada mês de janeiro, o servidor teria um acréscimo no seu vencimento de 3,79%. Desde 2013 já foram pagas, regularmente, três parcelas. Foi um desafio grande diante de um cenário econômico incerto. Vimos prefeituras de cidades vizinhas atrasarem salários ou parcelarem. Foi com muita responsabilidade que conseguimos rever as questões salariais dos servidores sem comprometer os avanços de novos investimentos. Temos desafios e há sempre o que aprimorar em todas as áreas e também em relação ao funcionalismo.

Quais são suas propostas para os servidores?

Como é tradição em todas as campanhas do Partido dos Trabalhadores elaboramos e apresentamos o nosso Plano de Governo Participativo, resultado das várias reuniões com moradores e também com servidores municipais. Dentro das propostas colocadas, a de maior impacto é a implantação do cartão alimentação. O Seguro de Vida Pessoal também é outra medida que demonstra nosso cuidado com os servidores. Quero investir na qualificação dos trabalhadores e firmar parceiras com faculdades para incentivar a formação acadêmica.

Como o senhor pretende pô-las em prática?

A palavra que norteia meu trabalho na prefeitura é: responsabilidade. Avaliamos cada nova ação para definir quando e como fazer, sempre a partir das análises de impacto orçamentário. Outra palavra que direciona meu olhar à classe trabalhadora municipal é: vontade. Vontade de fazer e responsabilidade para fazer porque reconheço o valor de cada servidor para o desenvolvimento da nossa cidade e para o bom atendimento do cidadão. Um prefeito que respeita os servidores está respeitando o morador que é atendido na ponta. Foi assim até aqui e assim será a partir de 2017.

De que forma isso contribuirá para a valorização dos servidores?

Temos que seguir com a recomposição salarial. Ainda temos três parcelas de 3,79% para zerar a dívida financeira e moral com os servidores e continuar respeitando as correções de dissídio. Estas são garantias que, consolidadas, ninguém pode mudar. A restauração dos salários é um ganho real que ninguém tira do trabalhador. É um direito garantido e consolidado inclusive para a aposentadoria. Diferente de outros benefícios, este ninguém tira. Mas valorizar o servidor também passa por oferecer melhores condições de trabalho e qualidade de vida, são propostas que também constam no meu Plano de Governo Participativo.

 

O senhor acredita que o piso salarial atual pago à toda classe de servidores é suficiente?

O saldo do período de perdas de 1998 a 2004, que começamos a repor a partir de 2013, por si só comprova que o piso salarial está defasado. É preciso seguir com a recomposição, manter as correções anuais e depois voltar a falar sobre o piso. Em tempos de crise econômica, planejamento e responsabilidade são fundamentais para cumprir acordos e seguir com novas propostas.

O senhor avalia que o plano de carreira atual é suficiente para a valorização dos servidores?

Ainda não. É preciso viabilizar o Plano de Cargos e Carreiras que consta no nosso Plano de Governo.

O senhor acredita que a valorização do servidor público contribui para a qualidade dos serviços prestados à população?

Sim, um servidor preparado, com condições de trabalho e remuneração justas tende a desempenhar suas tarefas com mais segurança e tranquilidade, consequentemente refletindo positivamente no atendimento aos moradores.

Que mensagem o senhor deixaria aos servidores?

A minha mensagem é de agradecimento aos servidores. Estamos vivenciando um momento delicado na economia do País, mas conseguimos cumprir com o que nos comprometemos dentro do que era prioritário e melhor. Eu peço a cada servidora e servidor que coloquem na balança a luta que enfrentamos juntos. Não foi fácil definir e cumprir a reposição de 25% e, ainda honrar todas as correções, sem comprometer os serviços públicos e os investimentos. Enquanto as cidades da região atrasavam ou parcelavam salários, aqui nós fomos além. O resultado real é que em menos de quatro anos corrigimos os salários em mais de 49%.  Os prefeitos que passaram antes de mim não tiveram a coragem e o respeito que tivemos neste governo em relação ao funcionalismo. Sou um homem de compromisso e respeito quem, assim como eu, trabalha todos os dias pela nossa cidade. Quero poder continuar este trabalho de valorização da classe e para isso preciso contar com o apoio de cada servidor. O momento é de incerteza econômica e não podemos correr o risco de retroceder nas recentes conquistas dos servidores municipais de Hortolândia.