A Lei de Incorporação de Salários de Hortolândia, existente desde 2009, que oferece ao servidor público concursado um acréscimo anual permanente no seu salário referente ao salário do cargo comissionado que esteja exercendo, podendo chegar à totalidade desse cargo comissionado, foi revogada. A norma estaria refletindo um impacto financeiro negativo para o município de cerca de R$8 milhões anualmente.

A mudança, que está inclusa no projeto de reforma administrativa, teria gerado polêmica entre os vereadores e funcionários públicos que poderiam ser beneficiados pela lei e que não tinham ainda chegado à totalidade do salário do cargo ocupado. Alguns diretores de escolas, inclusive, teriam feito um manifesto contra a revogação do benefício.

Funcionários concursados que ocuparam cargos de alto escalão, além de diversos vereadores desse mandato e do mandato anterior já incorporaram o salário ‘adicional’ ao cargo de concurso, contribuindo com o ‘rombo’ nos cofres públicos.

A lei foi criada inicialmente em 2009, no segundo mandato do prefeito Angelo Perugini. Depois, em 2010, houve algumas mudanças. Em 2014, já no governo de Antonio Meira, houve uma intervenção do Ministério Público, que revogou a lei. No entanto, no mesmo ano, a norma foi criada novamente.