Ser servidor público é só uma das tarefas que Willian Idrani, funcionário da Câmara Municipal de Hortolândia há 14 anos, faz com afinco. Aliás, servir é a sua principal filosofia de vida.

Há 12 anos, o servidor Willian Idrani se dedica ao xadrez. Ele começou a dar aulas no projeto ‘Amigo da Escola’ e hoje é considerado referência no ensino da modalidade, inclusive ajudando Hortolândia a conquistar títulos em diversos campeonatos. “O xadrez é uma paixão. Comecei a jogar aos 07 anos quando meu pai me deu um tabuleiro de presente, e quando eu tive a oportunidade pelo projeto Amigo da Escola comecei a ensinar. Eu falo que quando a gente começa uma vida de voluntariado, não tem como parar mais”, destacou.

Mas, o voluntariado de Willian não para por aí. Há 12 anos, todo ele torna-se um dos principais símbolos da festa natalina. Com roupa vermelha e barba branca, ele enche o coração de generosidade, faz uma oração e mostra para as crianças que o Papai Noel chegou para ouvir todos aqueles pedidos que elas guardaram durante o ano todo. “É uma vivência e tanto, é incrível ver os olhinhos das crianças brilhando de felicidade ao ver o Papai Noel. Algumas nem querem presente, só a presença do Papai Noel já basta”, disse ele.

Ele começou com a vida de Papai Noel nos projetos das igrejas, visitando bairros como Taquara Branca e São Sebastião. Hoje, dedica-se ao Natal do Grupo ARJA, ONG de Hortolândia. “Ás vezes ouço pedidos que me cortam o coração. Uma vez, um menino me falou que o pedido dele era poder ver sua mãe, então, perguntei a ele onde ela estava, ele disse que ela estava no céu. Na hora, convidei ele a fazer uma oração para sentir a presença da mãe dele, mas, confesso que me desmoronou. Outra criança disse que queria me pedir para que o pai dele parasse de bater na mãe, não tem como não se sensibilizar”, contou.

Para desenvolver esse papel tão importante para as crianças, ele revela que é necessário voltar a ser criança, soltar a criança que tem dentro de si e acreditar que Papai Noel existe. “Se alguém me perguntar se Papai Noel existe, eu falo que existe. O dia que eu deixar de acreditar, eu não conseguirei fazer mais o que faço. Não é uma tarefa fácil, é preciso muita empatia para levar alegria às crianças”, disse ele.